EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras - Mak's Araújo

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01/07/2026

EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras

Por suposta ligação com o PCC

O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

Brasileiros sancionados:
  • Victor Henrique de Oliveira Shimada;
  • Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.
Empresas sancionadas:
  • Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda;
  • Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda;
  • Wave Construcoes Inteligentes Ltda;
  • Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal).
No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro.

Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado.

Em junho, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação abre espaço para ações mais duras e unilaterais dos Estados Unidos, como sanção de cidadãos e empresas brasileiras e, em último caso, intervenção direta no território nacional.

Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais" e o acusaram de:

lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC;
envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico.

Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians. Os EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro, porém não mencionou o nome do time alvinegro no comunicado.

Outra empresa da qual Shimada é sócio, a Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, também foi sancionada pelos EUA nesta quarta.

Já sobre Stella, os EUA afirmaram que ela é parente de Shimada e atuou como a secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede.

O subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou no comunicado que o governo Trump está enfrentando a "crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro dos EUA".

Por Redação g1

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